

O ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil-MA), apresentou ontem (8) seu pedido de demissão do cargo. A saída ocorre após a Procuradoria-Geral da República (PGR) formalizar denúncia contra o político por suspeitas de corrupção relacionadas a um esquema de desvio de emendas parlamentares durante seu mandato como deputado federal.
A investigação ganhou corpo depois que uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo revelou que Juscelino, quando ainda ocupava cadeira na Câmara, havia destinado verbas públicas para o asfaltamento de uma estrada que passava diretamente pela fazenda de sua família, configurando possível uso indevido de recursos federais para benefício próprio.
Em carta aberta divulgada após o anúncio de sua saída, o agora ex-ministro descreveu a renúncia como “uma das decisões mais difíceis” de sua carreira política.
Em resposta à denúncia apresentada pela PGR, a defesa de Juscelino Filho emitiu nota enfatizando “sua total inocência” e argumentando que “o oferecimento de uma denúncia não implica em culpa, nem pode servir de instrumento para o MP pautar o país”.

A saída de Juscelino Filho representa mais um golpe à credibilidade da gestão petista, que já enfrenta críticas quanto à escolha de seus quadros ministeriais e alianças políticas questionáveis para garantir governabilidade.
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