


O presidente da União de Câmaras de Vereadores de Mato Grosso do Sul (UCVMS), Jeovani Vieira (PSDB), é acusado de restringir votos para favorecer sua reeleição na disputa desta quarta-feira (2).
Segundo a denúncia, ele teria impedido novos vereadores de votarem, exigindo filiação mínima de seis meses, mas permitindo a participação de ex-vereadores. A Câmara de Campo Grande se desfiliou da entidade após recomendação do Tribunal de Contas, o que impede a maioria dos parlamentares da capital de votarem.
O primeiro secretário da Câmara de Campo Grande, vereador Carlão (PSB), afirmou que a suspensão dos repasses ocorreu porque a UCVMS não apresentava certidões negativas nem prestava contas adequadamente.
Além disso, Jeovani teria filiado 140 ex-vereadores, que poderão votar nele e garantir sua permanência no cargo. Ele também responde a uma ação na Justiça por supostas irregularidades na prestação de contas de 2021, que apontam falhas de R$ 164,1 mil , Ele nega as acusações.

A UCVMS perdeu mais da metade das Câmaras filiadas nos últimos anos, restando apenas 29 das 79 do estado. Jeovani, vereador de Jateí, disputa a presidência contra Daniel Júnior (PP), vereador de Dourados.
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