


Nesta terça-feira (25/3), os Estados Unidos anunciaram que tanto a Ucrânia quanto a Rússia concordaram com um cessar-fogo no Mar Negro. No entanto, o Kremlin indicou que há várias condições a serem cumpridas antes da implementação do acordo. Autoridades americanas realizaram reuniões separadas com delegações russas e ucranianas na Arábia Saudita, resultando em declarações que destacam a intenção de garantir uma navegação segura e evitar o uso de embarcações comerciais para fins militares.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou a decisão de interromper o uso da força militar na região, com a expectativa de que a pausa entre em vigor imediatamente. Entretanto, a Rússia condicionou sua adesão ao acordo à suspensão de restrições a seus bancos e exportações de alimentos e fertilizantes. O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, enfatizou a necessidade de garantias claras, sugerindo que tais garantias só seriam possíveis com uma ordem direta de Washington.
Os Estados Unidos parecem ter oferecido incentivos para que ambos os países cumpram suas partes no acordo. Isso inclui promessas de ajudar a Rússia a restaurar seu acesso ao mercado mundial de exportações agrícolas e de fertilizantes, além de reduzir os custos dos seguros marítimos e melhorar o acesso aos portos e sistemas de pagamento. Esses elementos são cruciais para a Rússia, que busca aliviar as sanções econômicas impostas pelo Ocidente.
Além disso, o acordo prevê uma pausa nos ataques contra o setor de energia, abrangendo refinarias de petróleo, oleodutos, gasodutos e estações nucleares. Esta trégua, iniciada em 18 de março, tem validade de 30 dias, podendo ser estendida por acordo mútuo. Caso uma das partes viole o entendimento, a outra também fica desobrigada de cumpri-lo.
O cessar-fogo inclui a suspensão de ataques a instalações de armazenamento de combustível, estações de bombeamento e infraestrutura de geração e transmissão de eletricidade. Zelensky afirmou que a Ucrânia forneceu aos EUA uma lista de instalações de energia que deseja proteger. No entanto, a infraestrutura civil não está incluída no acordo, e ataques a cidades ucranianas continuam a ocorrer, resultando em vítimas civis.

O presidente ucraniano também destacou que, caso a Rússia quebre o acordo, buscará mais armas dos Estados Unidos e a aplicação de sanções adicionais contra Moscou. Essa posição reflete a contínua tensão e desconfiança entre os dois países, mesmo com a tentativa de estabelecer um cessar-fogo.
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