

Foi publicado nesta segunda-feira (17), pelo jornal O Estado de São Paulo fez críticas ao Inquérito 4.781, ( o chamado inquérito das fake news ), pelo fato de a investigação completar seis anos sem qualquer perspectiva de conclusão.
o veículo diz que a demora no término da apuração “autoriza a suspeita” e que logo tornou um “instrumento de exercício arbitrário de poder”.
Pelo fato que há muito tempo tem sido apontado pela direita brasileira, o jornal alerta que a investigação “foi transformada um instrumento ilegítimo de exercício de poder monocrático” pelo ministro do STF ( Supremo Tribunal Federal ) , sendo assim ; “afronta aos princípios do Estado Democrático de Direito que defende o mesmo ".
O veículo também ressalta que o inquérito tem sido instrumentalizado “como um mecanismo de concentração de poder nas mãos” de Moraes, o que não é compatível com a ideia de república democrática, e destaca que é o ministro quem tem dado as cartas sobre o que é considerado “fake news” e “desinformação”.
Em outro trecho, o Estadão diz que o STF enxergou no inquérito “um meio de controlar, de forma inconstitucional, o que pode ou não ser publicado na imprensa profissional e nas redes sociais sobre os ministros ou a própria Corte”.
O STF, garantidor maior das liberdades constitucionais, tornou-se um órgão de censura. Um mês depois da abertura do inquérito, o ministro relator já impunha censura ao site O Antagonista e à revista Crusoé porque os veículos publicaram uma reportagem, intitulada O amigo do amigo do meu pai, que implicava Dias Toffoli no acordo de colaboração premiada firmado pelo empreiteiro Marcelo Odebrecht.
Esse artigo finaliza " de abuso em abuso , de censura em censura , chegando a quase 2,2 mil dias umas investigação", que se diz despeito inicial legitimidade , já deveria ter sido encerrado indiciamento de suspeitos sobre os quais recorram indícios de autoria e materialidade de crimes ou o arquivamento.
A menos que esteja sob égide da ordem constitucional democrática é inaceitável, indefinidamente perdure um inquérito, seja por inconsistência material ou pela conveniência do seu delator , completa o jornal.
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