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UPAs atendem mais de 5,2 mil pacientes com SRAG em uma única semana

UPAs atendem mais de 5,2 mil pacientes com SRAG em uma única semana

26/05/2026 às 16h42
Por: Redação
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Imagem ilustrativa gerada por IA (Google Gemini)
Imagem ilustrativa gerada por IA (Google Gemini)

A última semana registrou o maior número de atendimentos de urgência por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em Campo Grande. As UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) da capital receberam 5,2 mil pacientes com sintomas gripais apenas nos últimos sete dias. No acumulado do ano, já são mais de 58 mil atendimentos.

Desde meados de abril, a média semanal de atendimentos de urgência por SRAG era de 4,4 mil na cidade. Entre os dias 10 e 16 de maio, foram 4,8 mil — o maior valor até então. Agora, pela primeira vez em 2026, as UPAs ultrapassaram a marca de 5 mil pessoas com gripe atendidas em uma semana.

Campo Grande acumula 949 notificações de SRAG em 2026. Somente nos últimos sete dias, foram 72 novos registros — um aumento de 85% em relação à semana anterior. Apesar disso, o número ainda fica abaixo do pico de 109 notificações em uma semana, registrado no fim de abril.

Sete mortes em uma semana

Entre os dias 17 e 23 de maio, sete pessoas perderam a vida por doenças gripais em Campo Grande. Essa foi a segunda semana de 2026 com maior número de mortes por SRAG, atrás apenas da primeira semana de março, quando a capital registrou 11 óbitos em sete dias. No total, a cidade soma 67 mortes.

Rinovírus lidera notificações

Das 949 notificações de SRAG, 554 foram confirmadas, 72 estão em investigação e 323 não tiveram a causa especificada. O rinovírus foi responsável por 186 casos; o VSR (vírus sincicial respiratório), por 148; o influenza, por 127; a covid-19, por 15; e outros vírus, por 41.

Em relação às 67 mortes, a maioria (21) foi causada por influenza. Em seguida, vêm rinovírus (10) e covid-19 (3). Outras 41 mortes foram provocadas por vírus não especificados.

Vacinação abaixo do ideal

A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS em 2026 é a trivalente, produzida pelo Instituto Butantan. Ela protege contra três cepas do vírus influenza: influenza A (H1N1), influenza A (H3N2) e influenza B. Até o momento, apenas 37,74% do público-alvo foi vacinado.

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) avalia que a cobertura vacinal está muito abaixo do ideal. "O ideal seria já estarmos entre 50% e 60%, considerando o período de maior circulação dos vírus respiratórios. Ainda assim, temos o ano todo para alcançar os 90%", explica a superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo.

A meta é atingir 90% do público prioritário, que inclui gestantes, idosos e crianças. Campo Grande vive um período de alta circulação de vírus respiratórios, cenário observado não apenas na capital, mas em todo o país. Segundo Veruska Lahdo, esse aumento é típico do outono e do inverno.

A vacinação contra a influenza continua disponível para toda a população a partir dos 6 meses de idade. A orientação é que as pessoas procurem a unidade de saúde mais próxima, levando documento pessoal e, se possível, a caderneta de vacinação.

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