

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), afirmou na manhã desta segunda-feira (27) que a proposta de entregar duas unidades de saúde à iniciativa privada será tratada como um período de teste por um ano. Segundo ela, o resultado dessa experiência é que determinará se o modelo deve ser mantido ou não.
Ao comentar a repercussão negativa da medida, a prefeita disse que a resistência parte de setores que discordam da mudança, mas sustentou que a Prefeitura de Campo Grande quer avaliar se a nova forma de gestão pode trazer mais eficiência ao serviço público.
"O município pretende avaliar durante um ano se haverá melhora no atendimento e no uso dos recursos. A cobrança por resultados existe há muito tempo e repetir o mesmo modelo de gestão não tem produzido respostas satisfatórias. A reação contrária de alguns está ligada à dificuldade de romper com práticas antigas. Fazendo do mesmo jeito, talvez a gente não tenha resultado", afirmou, ao defender a experiência como uma tentativa de buscar novas soluções para a saúde da capital.
Adriane também disse que o Executivo tentou abrir diálogo sobre o tema com a sociedade civil e com a Câmara Municipal, mas afirmou que não houve avanço na discussão. Na avaliação da prefeita, o debate sobre a proposta precisa ocorrer em um ambiente democrático, mas com disposição para escuta. "Quem vai dizer se o caminho adotado é bom ou não será a própria população, a partir dos efeitos percebidos no atendimento", destacou.
Judicialização na oncologia
A prefeita também comentou o aporte de R$ 2 milhões para tentar reduzir as judicializações na oncologia e afirmou que a prefeitura reforçou a Procuradoria Jurídica dentro da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) para dar respostas mais rápidas.
"As equipes da Procuradoria Municipal e da Sesau estão acompanhando esse fluxo e implementando medidas para melhorar o atendimento. Antecipamos o lançamento de um projeto voltado a cirurgias em vários hospitais de Campo Grande, construído em parceria, com a proposta de abrir novos caminhos para enfrentar a fila de procedimentos na capital", disse.
Infraestrutura e asfalto
Sobre asfalto, Adriane Lopes afirmou que há planejamento em andamento, que a licitação está atendendo os projetos e que a expectativa é acelerar as obras antes do prazo previsto, apesar dos limites do calendário eleitoral.
Em relação à operação tapa-buracos, disse que as equipes seguem nas ruas, mas explicou que as chuvas têm atrapalhado a execução do serviço. "Março costuma ser um mês chuvoso, mas abril também teve precipitações acima do esperado, e as mudanças climáticas vêm impactando diretamente o ritmo dos trabalhos. É preciso paciência. A gestão tem pressa para avançar, mas infelizmente os serviços são interrompidos quando a chuva impede a execução", destacou.
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