

O CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) recolheu 202 morcegos com suspeita de raiva em Campo Grande entre janeiro e este mês. A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) reforça que a situação não configura motivo para pânico, mas sim para informação e prevenção — medidas consideradas essenciais para o controle da doença no município.
Nos últimos dias, foi confirmado o primeiro caso de morcego infectado por raiva na cidade, no bairro Vivendas do Bosque. O CCZ esclarece que a vigilância da raiva é realizada exclusivamente a partir de solicitações da população, especialmente quando morcegos são encontrados caídos, mortos ou dentro de residências — situações consideradas suspeitas.
Após o recolhimento, os animais passam por protocolo técnico e são encaminhados, com ficha de notificação, para laboratório de referência, responsável pelos exames. O diagnóstico não é feito no CCZ, sendo posteriormente informado ao município.
A Sesau ressalta que a identificação de um primeiro caso positivo no ano não configura situação inédita nem surto. A vigilância da raiva em morcegos ocorre de forma contínua desde 2001, com registros positivos ao longo dos anos, como parte do monitoramento rotineiro da doença.
De acordo com a chefe do Serviço de Controle da Raiva e outras Zoonoses, Maria Aparecida Conche Cunha, é comum que, após confirmações, aumentem os contatos da população para orientações e solicitações de recolhimento. “Isso é considerado positivo do ponto de vista da vigilância, pois amplia o controle e a prevenção”, afirmou ao Jornal Midiamax.
A orientação principal é: nunca tocar em morcegos, vivos ou mortos; em caso de contato acidental, procurar imediatamente uma unidade de saúde 24h; e acionar o CCZ para o recolhimento do animal.
Manter cães e gatos imunizados contra a raiva é uma das principais barreiras de proteção. Animais vacinados têm risco muito menor de adoecer ao ter contato com um morcego contaminado, reduzindo também a possibilidade de transmissão da doença para humanos.
No perímetro urbano de Campo Grande, há apenas morcegos que se alimentam de frutas e insetos. Não há presença de morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue) na área urbana. Ainda assim, mesmo as espécies urbanas podem eventualmente portar o vírus, motivo pelo qual o cuidado é necessário.
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