

A coligação liderada pelo PT na disputa eleitoral de outubro pode passar por uma reformulação significativa. Nos bastidores, articuladores avaliam a possibilidade de substituir o nome de Fábio Trad (PT) na corrida por uma vaga na Câmara dos Deputados e lançar o ex-prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PDT), como candidato a federal.
Atualmente, Marquinhos se prepara para concorrer a deputado estadual, mas aliados próximos tentam convencê-lo a mudar de planos. O argumento é que ele teria potencial para impulsionar a coligação e viabilizar a eleição de dois deputados federais, algo que o grupo vê como arriscado no atual cenário.
Cenário eleitoral e risco de perda de vagas
Com a saída de Vander Loubet (PT), que disputará o Senado, a coligação PT/PV perderá uma importante fonte de votos para a Câmara. Atualmente, a federação conta com a deputada federal Camila Jara (PT) como principal nome, mas pesquisas internas indicam que ela não teria, sozinha, capilaridade suficiente para garantir duas cadeiras.
A avaliação é de que Marquinhos poderia preencher essa lacuna. Para isso, porém, precisaria deixar o PDT, o que implicaria abrir mão do mandato de vereador em caso de derrota nas urnas. O PDT não integra a federação com o PT e não possui, no momento, candidatos com potencial para somar os cerca de 150 mil votos necessários para uma vaga de federal.
A estratégia em discussão prevê a filiação de Marquinhos ao PV, partido que compõe a federação com o PT. Com isso, a coligação manteria a estrutura partidária e ganharia um nome competitivo para compor a chapa.
Outros nomes em jogo
O PT também aposta em Carlos Bernardo como alternativa, mas há incertezas sobre sua situação eleitoral. O nome do ex-candidato à prefeitura de Ponta Porã em 2024 enfrenta pendências na Justiça Eleitoral. Procurado pela reportagem, Bernardo afirmar estar apto a concorrer e chegou a apresentar uma certidão de quitação eleitoral. “Para provocar diarreia em alguns”, comentou.
Cada coligação pode registrar até nove candidatos a deputado federal. Aqueles com pendências judiciais têm os votos contabilizados como sub judice até decisão final da Justiça Eleitoral.
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