

Mato Grosso do Sul volta a ocupar espaço central no debate sobre os rumos do país — e, mais uma vez, com mulheres no protagonismo das discussões.
Na eleição anterior, as senadoras sul-mato-grossenses Soraya Thronicke (União) e Simone Tebet (MDB) disputaram a Presidência da República, protagonizando embates que até hoje repercutem nas redes sociais.
Agora, em 2026, duas mulheres do estado estão novamente no centro das atenções, mas desta vez como possíveis candidatas a vice-presidente em chapas consideradas favoritas. Simone Tebet é cotada para compor a chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto Tereza Cristina (PP) surge como opção para vice de Flávio Bolsonaro (PL).
Simone Tebet: indefinição e especulações
Sem mandato atualmente, Simone Tebet ainda não definiu onde concorrerá nas eleições deste ano. Ela pode disputar o Senado ou o governo de Mato Grosso do Sul, ou até mesmo uma vaga ao Senado por São Paulo. Paralelamente, seu nome segue sendo cogitado para integrar a chapa presidencial de Lula como vice.
Nos últimos dias, o presidente nacional do PSB, João Campos, reuniu-se com Lula para tratar do cenário eleitoral. De acordo com a imprensa nacional, o encontro não trouxe garantias sobre a permanência de Geraldo Alckmin (PSB) como vice na chapa petista, o que reacendeu as especulações em torno do nome de Tebet.
Tereza Cristina ganha força no PL
Do outro lado do espectro político, a senadora Tereza Cristina também ganha espaço nas articulações para a vice-presidência. Depois de ser mencionada pela senadora Damares Alves (Republicanos), foi a vez do presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, declarar publicamente que a sul-mato-grossense seria sua opção ideal para compor a chapa de Flávio Bolsonaro.
“Hoje, a minha opção seria por uma mulher. Eu acho que as mulheres cresceram muito. Tereza Cristina é um máximo para tudo, até para presidente. Tereza Cristina era quem eu queria que fosse vice do Bolsonaro na última eleição”, afirmou Valdemar à GloboNews.
Antes da desistência de Tarcísio de Freitas (Republicanos) de concorrer à Presidência, Tereza também era cotada para ser vice na eventual chapa do governador de São Paulo. Questionada sobre as articulações, a senadora adotou tom cauteloso:
“Eu acho muito cedo para essa conversa. O vice é a última coisa. Ninguém se candidata a vice. O candidato é presidente da República. Isso é uma conjuntura que os partidos que se coligarem vão sentar e colocar nomes, e aí nós vamos decidir”, justificou.
Mín. 16° Máx. 26°





