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Nova operação do Gaeco mira ex-prefeitos e esquema corrupto em múltiplas cidades

Nova operação do Gaeco mira ex-prefeitos e esquema corrupto em múltiplas cidades

10/02/2026 às 10h45
Por: Redação
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(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

As cidades de Terenos e Rio Negro amanheceram sob ação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) nesta terça-feira. Esta é a quinta operação do grupo no município de Terenos em apenas um ano e meio, com apoio operacional do Batalhão de Choque.

As diligências também se estendem ao município de Corguinho, a 98 km da capital Campo Grande. De acordo com apuração do Jornal Midiamax, cerca de oito viaturas realizam uma “varredura” para cumprir mandados de busca e apreensão.

Entre os alvos identificados está a ex-prefeita de Terenos, Marcela Ribeiro Lopes (PSDB), que teve sua casa vasculhada pelos agentes. Em Rio Negro, os endereços visitados estão ligados ao ex-prefeito Buda do Lair (PSDB). Em Terenos, as buscas atingiram a empresa Marsoft Informática e a residência do empreiteiro Rogério Luiz Ribeiro, investigado na Operação Spotless – que teve como alvo central o prefeito afastado da cidade, Henrique Budke (PSDB). Mandados também foram cumpridos em um escritório de engenharia em Aquidauana.

O atual prefeito de Terenos, Arlindo Lindolfo (Republicanos), afirmou que a prefeitura municipal não é alvo dos mandados. A operação ainda não teve seus detalhes e contexto oficialmente divulgados pelas autoridades.

Operações contra corrupção em Terenos

As investigações em Terenos tiveram início com a Operação Velatus, em agosto de 2024, que desmontou um esquema de “empresas convidadas” que se revezavam em licitações fraudadas. O caso evoluiu para a Operação Spotless, em setembro de 2025, que apontou o prefeito Henrique Budke como líder de uma organização criminosa que desviou mais de R$ 15 milhões em um ano através de editais “sob medida” e pagamento de propinas. Budke foi preso, mas posteriormente solto via habeas corpus.

Como desdobramento, o MPMS denunciou Budke e mais 25 pessoas por formação de organização criminosa, fraude licitatória e corrupção. As operações Collusion e Simulatum, em 2026, miraram um grupo de comunicação suspeito de envolvimento, culminando na prisão de seu dono, Eli de Sousa.

As ações desta terça-feira representam um novo capítulo nesta extensa investigação, que continua apurando redes de corrupção no interior de Mato Grosso do Sul.

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