

Impulsionadas pela busca por emagrecimento rápido, canetas emagrecedoras ilegais estão sendo contrabandeadas em larga escala através das rodovias de Mato Grosso do Sul. Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) revelam que, em apenas sete meses (de junho de 2025 a janeiro deste ano), foram apreendidos 6.550 unidades, totalizando cerca de R$ 5,85 milhões – uma média de 30 produtos confiscados por dia.
A rota preferencial dos contrabandistas é a BR-463, que liga Ponta Porã a Dourados, devido à sua proximidade com o Paraguai. Lá, os produtos são adquiridos a preços baixos e depois revendidos no Brasil com grande lucro, podendo custar até o triplo do valor dependendo da região. Metade das 99 apreensões da PRF ocorreu nessa estrada.
Além da BR-463, outras rodovias como a BR-060 e a BR-163 também são usadas para o transporte ilegal. O recorde de apreensão aconteceu em dezembro de 2025, quando 840 canetas foram confiscadas de uma só vez na BR-060, em Sidrolândia.
Autoridades sanitárias alertam que a maioria desses produtos (como T.G. 5, Lipoless e Tirzazep Royal) não possui autorização da Anvisa para comercialização no Brasil, ao contrário de marcas regulamentadas como Ozempic e Mounjaro. A fiscalização acredita que os criminosos escolhem Mato Grosso do Sul por considerá-lo um estado com menor policiamento comparado ao Paraná, transformando-o em um “corredor” para o crime.
Em resposta, uma força-tarefa estadual e federal apreendeu recentemente mais de 2.000 unidades de produtos irregulares, incluindo anabolizantes e anorexígenos, avaliados em mais de R$ 1 milhão. A operação, que conta com a união de vários órgãos, tem como objetivo reduzir em 80% o fluxo desses itens e combater a ideia de que o estado é uma “terra sem lei”.
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