

O herdeiro Camillo Gandi Zahran Georges, foragido desde janeiro, e seu braço direito, João Augusto de Almeida Mendonça, tiveram seus mandados de prisão temporária revogados pela Justiça de São José do Rio Preto (SP). Em substituição, o juiz Armando Gossn Costantini determinou o uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares.
Os dois são investigados, junto com o irmão de Camillo, Gabriel Gandi Zahran Georges, por aplicar supostos golpes que causaram um prejuízo de R$ 10 milhões, conforme apurado na Operação Castelo de Cartas.
O magistrado justificou a decisão argumentando que não há mais risco de destruição de provas ou dilapidação patrimonial, uma vez que bens essenciais para as investigações já foram apreendidos. Sobre Camillo, o juiz ponderou que, “embora não tenha sido preso temporariamente, também foi alvo de busca e apreensão com êxito”, considerando desproporcional mantê-lo preso.
Medidas cautelares impostas:
Enquanto isso, Gabriel Zahran, que foi ouvido e liberado, divulgou uma nota declarando-se inocente. Sobre o irmão, afirmou: “se de alguma forma ele transgrediu as leis, terá que prestar contas à Justiça”.
A investigação aponta que os irmãos lideravam uma organização que prometia altos lucros ao vincular fraudulentamente empresas de fachada ao tradicional grupo empresarial da família Zahran, do qual, segundo a polícia, eles não fazem parte da administração.
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