

Mais de dois meses após a liquidação do Banco Master, municípios de Mato Grosso do Sul e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS) ainda não têm um caminho definido para recuperar os milhões de recursos previdenciários aplicados na instituição financeira, que está no centro de um dos mais recentes escândalos do país.
O TCE-MS iniciou uma auditoria para apurar a regularidade dos investimentos, que totalizam R$ 16 milhões aplicados por cinco cidades. O trabalho da Corte de Contas fará uma varredura de dados técnicos e uma análise documental minuciosa, revisando todos os passos tomados pelas prefeituras e seus institutos de previdência até a concretização do investimento no banco.
A auditoria foi aberta após uma representação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que pediu a apuração dos investimentos realizados pelos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) das cidades de Fátima do Sul, Jateí, São Gabriel do Oeste, Angélica e Campo Grande.
Reações e Ações dos Municípios
A resposta das administrações municipais tem sido lenta e variada:
Andamento da Auditoria do TCE-MS
O processo de auditoria encontra-se em fase inicial, de planejamento e definição de metodologia. Após esta etapa, a Divisão de Fiscalização do TCE partirá para o trabalho de campo, analisando a documentação técnica, a conformidade de cada decisão com as normas e eventuais indícios de irregularidade.
Um relatório técnico será produzido ao final dessa análise e encaminhado a um Conselheiro Relator. O TCE-MS ressaltou que a investigação considera a “complexidade e a sensibilidade do tema, que envolve recursos previdenciários”.
Não há prazo definido para a conclusão dos trabalhos, que dependerá da complexidade dos fatos e do volume de documentos. O Tribunal também informou que só intimará os municípios e responsáveis para se manifestarem após a conclusão da fase técnica, com base nos achados consolidados pela equipe de auditoria.
Mín. 16° Máx. 26°





