

Uma trend simples, bem-humorada e carregada de referência política acabou rendendo muito mais do que risadas nas redes sociais.
No vídeo publicado recentemente no Instagram, entro na brincadeira de “tentar ser o mais midiático da família” — até que, na sequência, surge a imagem do Dr. Enéas Ferreira Carneiro como se fosse meu “pai”. A ideia era clara: humor, homenagem e provocação. Mas a internet fez o que sempre faz… levou a sério.
Nos comentários, surgiram pessoas perguntando se eu seria realmente filho de Enéas Carneiro. Outros afirmando que “agora tudo faz sentido”. Teve quem acreditou, teve quem entrou na piada — e teve quem começou um debate político inteiro a partir disso.
Enéas marcou uma geração por sua coragem intelectual, sua oratória afiada, sua postura antissistema e, principalmente, por não ter medo de parecer “fora da curva”.
Ele dizia o que pensava, enfrentava o consenso confortável e não se moldava à lógica da velha política ou da mídia domesticada.
De certa forma, a identificação que as pessoas fizeram não é genética — é simbólica.
Assim como Enéas, acredito que a política precisa de voz firme, conteúdo, estudo, coragem e disposição para pagar o preço de não agradar a todos. Ele abriu caminhos. Mostrou que não é preciso ser aceito pelo sistema para ser ouvido pelo povo.
A trend virou piada, a piada virou debate, e o debate revelou algo interessante: as pessoas sentem falta de figuras políticas autênticas, com identidade própria e discurso claro.
Se hoje alguém olha para mim e enxerga traços do Enéas, encaro isso como honra — não como caricatura. Inspiração não é cópia. É continuidade de ideias, valores e postura.
E, se depender de mim, essa tradição de dizer o que precisa ser dito — doa a quem doer — continua viva.
Oswaldo Meza
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