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Operação Boi Fantasma: Inquérito desvenda golpe multimilionário no agronegócio de MS

Operação Boi Fantasma: Inquérito desvenda golpe multimilionário no agronegócio de MS

27/01/2026 às 09h05
Por: Redação
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(Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul instaurou um inquérito para apurar um sofisticado esquema de fraude que causou prejuízos superiores a R$ 8 milhões a pecuaristas do estado. O golpe, investigado pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Defraudações, Falsificações, Falimentares e Fazendários (Dedfaz), envolveu a emissão de cheques sem fundos, a violação de contratos de confinamento e a venda fraudulenta de animais.

O principal investigado é Guilherme da Silva Pereira, 33 anos, que se apresentava como pecuarista. Ele arrematava gado em leilões, firmava parcerias e recebia adiantamentos por vendas, mas desapareceu sem honrar os compromissos, deixando uma cadeia de dívidas. Atualmente foragido, ele é alvo de múltiplas ações judiciais, incluindo execuções e ações monitórias.

Seu método consistia em uma “pirâmide financeira” no setor pecuário: comprava grandes lotes de gado e tentava quitar as dívidas com o dinheiro obtido em novas vendas dos mesmos animais. No intervalo, os rebanhos eram alojados em confinamentos ou “boitéis” (hotéis para gado), gerando mais passivos. A Justiça não localizou bens ou valores significativos em seu nome para cobrir as dívidas.

Entre as vítimas estão produtores rurais e empresas de confinamento de destaque, como a Santa Clara e a Monza. Os prejuízos individuais variam de R$ 230 mil a R$ 1,5 milhão, provenientes de cheques devolvidos, adiantamentos não correspondidos e contratos de parceria descumpridos.

Além do rombo no setor privado, o investigado também deixou dívidas em instituições financeiras, principalmente cooperativas de crédito como Sicredi e Sicoob, que somam centenas de milhares de reais em empréstimos e fatura de cartão não pagos.

O delegado Carlos Eduardo Trevelin Millan, responsável pelo caso, destacou que os crimes ocorreram majoritariamente entre janeiro e maio de 2025 e são investigados sob a tipificação de estelionato, ocultação de bens e lavagem de dinheiro. A polícia segue em buscas para localizar Guilherme Pereira e aprofundar as investigações sobre o destino dos valores desviados.

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