

O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, deflagrou duas operações nesta semana para investigar fraudes em licitações e contratos públicos na cidade de Terenos. As operações, chamadas Collusion e Simulatum, miraram um esquema que desviou recursos da Câmara Municipal e da Prefeitura desde 2021, em contratos de serviços gráficos e publicitários.
No centro das investigações está o grupo de comunicação Impacto Mais, que teve seu dono, Francisco Elivaldo de Souza (Eli Sousa), e seu diretor financeiro, Eudmar Rogers Nolasco de Faria, presos. A empresa recebeu R$ 128 mil da Câmara de Terenos em um contrato sob suspeita.

Urandir Fernandes ‘apresentou’ um suposto ET em Corguinho, chamado Bilu, para o Brasil, em reportagem na Record, em 2010. (Reprodução)
Vínculo com o Dakila
A investigação ganhou um contorno peculiar com a revelação de que o Impacto Mais está em processo de venda para o Ecossistema Dakila, conglomerado liderado pelo polêmico empresário Urandir Fernandes de Oliveira, conhecido nacionalmente como o “pai do ET Bilu” e defensor da teoria da Terra Convexa.
Apesar de Urandir e seu grupo negarem publicamente qualquer ligação com a investigação e classificarem reportagens como “fake news”, documentos e declarações contradizem essa versão:
Em notas oficiais, o jurídico do Dakila inicialmente afirmou ter comprado apenas um imóvel do grupo Impacto. Confrontado com provas documentais, recuou e admitiu “tratativas comerciais” para aquisição de ativos de comunicação, mas alegou que o processo não está consolidado e que os investigados “não integram o quadro funcional” do Dakila.
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