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Operação do MP em Terenos envolve grupo de comunicação ligado a Urandir, o “Pai do ET Bilu”

Operação do MP em Terenos envolve grupo de comunicação ligado a Urandir, o “Pai do ET Bilu”

27/01/2026 às 09h03
Por: Redação
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Dakila está em processo de compra do grupo Impacto Mais, investigado pelo Gaeco por fraudes.
Dakila está em processo de compra do grupo Impacto Mais, investigado pelo Gaeco por fraudes.

Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, deflagrou duas operações nesta semana para investigar fraudes em licitações e contratos públicos na cidade de Terenos. As operações, chamadas Collusion e Simulatum, miraram um esquema que desviou recursos da Câmara Municipal e da Prefeitura desde 2021, em contratos de serviços gráficos e publicitários.

No centro das investigações está o grupo de comunicação Impacto Mais, que teve seu dono, Francisco Elivaldo de Souza (Eli Sousa), e seu diretor financeiro, Eudmar Rogers Nolasco de Faria, presos. A empresa recebeu R$ 128 mil da Câmara de Terenos em um contrato sob suspeita.

Urandir Fernandes ‘apresentou’ um suposto ET em Corguinho, chamado Bilu, para o Brasil, em reportagem na Record, em 2010. (Reprodução)

Vínculo com o Dakila

A investigação ganhou um contorno peculiar com a revelação de que o Impacto Mais está em processo de venda para o Ecossistema Dakila, conglomerado liderado pelo polêmico empresário Urandir Fernandes de Oliveira, conhecido nacionalmente como o “pai do ET Bilu” e defensor da teoria da Terra Convexa.

Apesar de Urandir e seu grupo negarem publicamente qualquer ligação com a investigação e classificarem reportagens como “fake news”, documentos e declarações contradizem essa versão:

  • Um novo CNPJ, “Dakila Impacto Comunicação Ltda.”, foi aberto por Urandir em dezembro de 2024.
  • A edição de janeiro de 2025 da revista Impacto já se apresenta como uma publicação do “Dakila Comunicação”, listando Urandir como presidente e os dois presos, Eli Sousa e Eudmar Nolasco, como diretor-geral e diretor financeiro, respectivamente.
  • Em depoimento à Justiça, Eudmar Nolasco afirmou ser funcionário do grupo Dakila, com salário registrado.
  • Uma das rádios do grupo Impacto, a Diamante FM, em Corguinho, foi reinaugurada em dezembro de 2024 “sob a coordenação do Ecossistema Dakila”.

Em notas oficiais, o jurídico do Dakila inicialmente afirmou ter comprado apenas um imóvel do grupo Impacto. Confrontado com provas documentais, recuou e admitiu “tratativas comerciais” para aquisição de ativos de comunicação, mas alegou que o processo não está consolidado e que os investigados “não integram o quadro funcional” do Dakila.

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