

O escritório de advocacia da família do ex-ministro Ricardo Lewandowski manteve um contrato de consultoria com o Banco Master por quase dois anos após ele assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) em janeiro de 2024. O acordo, com valor de R$ 250 mil mensais, foi publicado pela coluna de Andreza Matais no Metrópoles.
A contratação, segundo a apuração, atendeu a um pedido de indicação do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), que confirmou à coluna ter recomendado Lewandowski. O parlamentar também teria indicado o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para o banco, embora ele negue essa última indicação.
O contrato foi assinado em 28 de agosto de 2023 e os pagamentos se estenderam até setembro de 2025. Desse modo, o acordo permaneceu ativo por 21 meses após Lewandowski ingressar no governo. Ao todo, o banco desembolsou cerca de R$ 6,5 milhões brutos ao escritório, sendo R$ 5,25 milhões pagos já durante o período em que Lewandowski era ministro.
Após assumir o MJSP, Lewandowski oficializou sua saída da sociedade do escritório em 17 de janeiro de 2024. Atualmente, os sócios são seus dois filhos, Enrique de Abreu Lewandowski e Yara de Abreu Lewandowski.
O objeto do contrato era a prestação de “serviços de consultoria jurídica e institucional de caráter estratégico”, incluindo a participação nas reuniões do Comitê Estratégico do banco. No entanto, conforme apurou a coluna, o ex-ministro compareceu a apenas duas dessas reuniões durante todo o período vigente do acordo.
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