

A força-tarefa do Gaeco/MPMS (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) cumpriu mandados de prisão e busca nesta terça-feira (21) em operações que investigam fraudes em contratos do Legislativo e do Executivo de Terenos. Entre os presos está o empresário Leandro de Souza Ramos, que participou de uma licitação vencida pelo grupo Impacto Mais, alvo central das investigações.
Duas operações foram deflagradas simultaneamente: a “Collusion” (Conluio, em inglês), que apura uma organização criminosa suspeita de fraudar licitações de serviços gráficos com a prefeitura e a Câmara; e a “Simulatum”, que investiga corrupção em contratos de locação de som firmados com a Câmara de Vereadores.
Segundo o Ministério Público, os crimes vêm ocorrendo desde 2021. Foram expedidos seis mandados de prisão e 30 de busca e apreensão em endereços de Campo Grande, incluindo o bairro Carandá Bosque, e no município de Rio Negro.

Envolvimento em Licitação
Leandro de Souza Ramos aparece como participante da Licitação nº 10/2022 da Câmara de Terenos, cujo objeto era a contratação de serviços de divulgação de notícias e atos oficiais. Conforme o Portal da Transparência, sua empresa apresentou uma proposta de R$ 48,4 mil. A vencedora foi a Impacto Empresa de Jornalismo LTDA, com o menor preço de R$ 44,8 mil.
No entanto, por meio de seu advogado Givanildo, Leandro negou qualquer envolvimento. “Leandro não tem envolvimento nenhum em licitação. Empresa nenhuma do Leandro concorreu à licitação em Terenos”, afirmou a defesa.
Outros Presos e Conexões Empresariais
Entre os outros presos preventivamente estão Francisco Elivaldo de Sousa (Eli Sousa), dono do grupo Impacto Mais, e Antônio Henrique Ocampos Ribeiro.
A investigação revela uma teia de conexões empresariais. Francisco é sócio de Urandir Fernandes de Oliveira, proprietário da empresa Dakila Comunicações, em uma outra sociedade (BDM Dourado Digital). A Dakila adquiriu um imóvel localizado ao lado da casa de Francisco, que era do grupo Impacto.
A advogada do ecossistema Dákila, Kézia Miranda, ressaltou à reportagem que as empresas são “completamente distintas” e que os dois CNPJs da sociedade entre Francisco e Urandir estão em processo de liquidação. Ela afirmou que as buscas do Gaeco se limitaram ao imóvel vizinho, “sem qualquer vínculo jurídico, patrimonial ou operacional com o grupo Dákila ou com seu fundador”. Nem Urandir nem o grupo Dákila são investigados.
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