

O empresário Leandro de Souza Ramos, preso na operação do Gaeco/MPMS contra fraudes em licitações de Terenos, nega qualquer envolvimento no suposto esquema criminoso. Em entrevista ao Midiamax nesta quarta-feira (22), sua defesa confirmou que ele prestou serviços de Tecnologia da Informação (TI) para um dos outros investigados, mas insiste que sua atuação se limitou a um trabalho técnico regular.
Leandro foi detido junto com outros dois homens, incluindo Francisco Elivaldo de Sousa (Eli Sousa), proprietário do grupo de comunicação Impacto Mais. Seu advogado, Givanildo de Paula, afirmou ter conversado com o cliente após a prisão. “Ele não tem nada a ver com as afirmações do Gaeco, no sentido de ligá-lo a qualquer processo licitatório na Câmara de Terenos”, declarou.
A estratégia da defesa é apresentar Leandro como um mero prestador de serviços. “Ele é um profissional da área de TI e prestou serviços para investigados, mediante emissão de nota fiscal. Essa prestação de serviço está toda comprovada”, argumentou o advogado, acrescentando que tais documentos estão entre os materiais apreendidos. “É um prestador de serviço comum que foi confundido lamentavelmente”, concluiu.
Contradição nos Registros Públicos
A argumentação da defesa entra em conflito com registros públicos. No Portal da Transparência da Câmara de Terenos, Leandro consta como participante da Licitação nº 10/2022, realizada em 2022. A empresa vinculada ao seu CNPJ apresentou uma proposta de R$ 48,4 mil para serviços de divulgação de notícias e atos oficiais do legislativo municipal.
O certame foi vencido pela Impacto Empresa de Jornalismo LTDA, que ofereceu R$ 44,8 mil. Apesar dessa aparição formal, o advogado de Leandro é enfático: “Empresa nenhuma do Leandro concorreu à licitação em Terenos. Não tem nenhum CNPJ vinculado ao nome do Leandro que tenha concorrido”.
Situação Atual e Próximos Passos
Leandro de Souza Ramos permanece em prisão preventiva. Segundo seu defensor, os próximos passos serão acompanhar a audiência de custódia e formular um pedido de liberdade provisória. Durante a operação, agentes do Gaeco, com apoio da Polícia Militar, cumpriram mandados de busca e apreensão em sua residência e em seu escritório, ambos localizados no bairro Carandá Bosque, em Campo Grande.
A defesa reitera que as provas colhidas nas buscas — presumivelmente as notas fiscais e documentos de seu trabalho como profissional de TI — servirão para comprovar sua inocência e desvinculá-lo das acusações de integrar uma organização criminosa.
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