

A Impacto Mais, empresa alvo das operações do Gaeco/MPMS (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) deflagradas nesta terça-feira (21), recebeu mais de R$ 128 mil da Câmara Municipal de Terenos entre 2022 e 2024. O valor corresponde a um contrato para prestação de serviços de divulgação em site e jornal, renovado anualmente.
O contrato, com vigência de 2022 a 2024, tinha como objeto a “prestação de serviços de divulgação em site e jornal, de circulação regional de notícias, matérias e atos oficiais e de interesse da Câmara de Vereadores de Terenos”. No total, a empresa recebeu R$ 128.160 ao longo do período. Todas as renovações foram assinadas pelo então presidente da Casa, o vereador Marcos Inácio Campos, o Marquinhos da Van (PSDB).
Com o início de uma nova legislatura em 2025, o serviço não foi renovado. O Portal da Transparência não indica a contratação de outra empresa para a função. O vereador Marquinhos da Van não retornou os contatos da reportagem.
Operações Investigam Conluio e Licitações Simuladas
As operações Collusion e Simulatum, deflagradas pelo Gaeco e pela Promotoria de Terenos, investigam fraudes em licitações da Câmara e da Prefeitura desde 2021. A “Collusion” (conluio, em inglês) apura uma organização criminosa suspeita de fraudar licitações de serviços gráficos. Já a “Simulatum” (simulado, em latim) investiga crimes em contratos de publicidade e locação de som, onde os investigados simulavam competição.
Foram cumpridos seis mandados de prisão e 30 de busca e apreensão nas duas operações, em Terenos, Campo Grande e Rio Negro.
Outro Alvo e Buscas
Outra empresa alvo foi a Paulgráfica, de Campo Grande, onde foi cumprido um mandado de prisão. A empresa participou de uma licitação da Câmara em 2024, mas foi superada por concorrentes. Seu advogado informou que o proprietário só se manifestará após acesso integral aos autos.
Agentes também realizaram buscas na casa do empresário Francisco Elivaldo de Souza, proprietário único da Impacto Empresa de Jornalismo Ltda., e no escritório do grupo Impacto, localizado em frente à sua residência no bairro Carandá Bosque, em Campo Grande. Seu advogado afirmou que ele não irá se pronunciar para “não atrapalhar as investigações”.
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