

Sob intensa pressão popular, a Câmara Municipal de Campo Grande realizou uma sessão extraordinária na última segunda-feira (12) para tentar conter o impacto do aumento da taxa do lixo. A proposta, redigida às pressas minutos antes da votação, foi aprovada pelos vereadores, mas acabou vetada pela prefeita Adriane Lopes, mantendo integralmente o reajuste.
A movimentação legislativa, entretanto, ocorreu com meses de atraso. Documentos oficiais publicados em setembro de 2025, incluindo decretos e tabelas de valores, já detalhavam as novas regras e o aumento significativo da cobrança para 2026. O Decreto nº 16.402, de 29 de setembro, estabelecia que a taxa seria cobrada conjuntamente com o IPTU. Outros decretos da mesma data abriram créditos suplementares superiores a R$ 20 milhões, evidenciando um planejamento financeiro anterior.
Além da publicação dos decretos, o tema já havia sido objeto de audiência pública em agosto, desmentindo as afirmações da Casa de Leis. Em dezembro, um projeto de vereador que propunha ampliar o desconto para pagamento à vista foi ignorado. A reação da Câmara só aconteceu após a chegada dos carnês com os valores elevados às residências. Confira na íntrega:




Com o veto da prefeita mantido e sem previsão de nova sessão para tentar derrubá-lo, o episódio se encerra sem qualquer correção prática para o contribuinte. A sequência de eventos revela uma falha institucional: informações públicas foram negligenciadas, e a ação política foi desencadeada apenas quando o custo financeiro chegou efetivamente à população, que agora arca com as consequências de um processo marcado por atraso e falta de articulação entre os Poderes.
Mín. 16° Máx. 26°





