

Karine de Oliveira Campos, de 47 anos, apontada pela Polícia Federal como uma das maiores narcotraficantes do Brasil, tem uma fortuna estimada em mais de R$ 1 bilhão e atualmente estaria foragida em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Natural de Corumbá e ex-moradora de Campo Grande, ela lidera, ao lado do marido Marcelo Mendes Ferreira, uma das principais organizações criminosas do país.
Conhecida como a “Pablo Escobar de saia”, Karine tornou-se foragida em agosto de 2019, após enganar agentes da Operação Alba Vírus da PF. Na ocasião, ela se passou pela própria mãe, Sandra, em sua casa de alto padrão no bairro Carandá Bosque, em Campo Grande, e foi liberada pelos policiais. Sua quadrilha, embora atue de forma independente, já fez parcerias com facções como o PCC.
A organização tem forte atuação em Mato Grosso do Sul e em estados com portos estratégicos, como Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A trajetória criminal de Karine começou cedo: antes dos 20 anos, ela já transportava crack de Corumbá para revender em Salvador.
Investigações da PF e reportagens revelam que o casal mantém a operação por meio de um vasto esquema de corrupção, subornando autoridades com milhões de reais. O grupo é suspeito de ter gasto cerca de US$ 5 milhões para libertar o traficante André do Rap, por exemplo, e R$ 3,5 milhões para soltar um subordinado, além de presentear funcionários de portos com relógios de luxo.
Apesar das apreensões — que somam mais de 16 toneladas de cocaína apenas entre 2019 e 2022 —, acredita-se que a quadrilha continue ativa. Após fugir para Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, Karine e Marcelo agora estariam vivendo em Dubai, gerenciando à distância seu império bilionário do narcotráfico.
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