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Ferrugem Asiática avança rapidamente em MS, que se torna 2º Estado em casos no País

Ferrugem Asiática avança rapidamente em MS, que se torna 2º Estado em casos no País

14/01/2026 às 10h43
Por: Redação
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(Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

Em um intervalo de menos de 24 horas, os focos confirmados de ferrugem asiática da soja em Mato Grosso do Sul aumentaram de 46 para 54, consolidando o estado como um dos principais epicentros da doença no Brasil. Dados atualizados do Consórcio Antiferrugem revelam que aproximadamente 31% de todos os registros nacionais da safra 2025/2026 estão concentrados no território sul-mato-grossense, que agora ocupa a segunda posição no ranking de incidência.

O monitoramento, que abrange o período de junho de 2025 a janeiro de 2026, evidencia uma rápida aceleração da disseminação: após um único caso em novembro, foram contabilizados 21 em dezembro e 24 apenas em janeiro de 2026. Isso significa que o primeiro mês do ano já superou o total de ocorrências de toda a safra anterior (2024/2025), que havia registrado 12 focos.

Os 54 casos estão distribuídos em 18 municípios, com destaque para Naviraí (13 registros), Sete Quedas (8) e Aral Moreira (4). Segundo o consórcio, mantido pela Embrapa e parceiros, os focos estão localizados em áreas comerciais com a cultura em estágios avançados, elevando o risco de impactos diretos na produtividade e na rentabilidade das lavouras.

Cenário Climático como Aliado da Doença – A ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, é uma das doenças mais devastadoras da sojicultura, podendo causar perdas de até 90% se não for controlada. O coordenador técnico da Aprosoja-MS, Gabriel Balta, explica que as condições climáticas têm sido decisivas para o avanço. “O calor excessivo combinado com alta umidade cria o ambiente ideal para a proliferação do fungo e a disseminação de seus esporos pelo vento, facilitando o surgimento de novos focos”, detalha.

Crescimento Expressivo e Necessidade de Manejo Intensivo

Em comparação nacional, o crescimento em MS é ainda mais expressivo. Enquanto o estado era o terceiro colocado na safra passada, atrás de Paraná (66) e Rio Grande do Sul (26), agora saltou para 54 registros — um aumento de 3,8 vezes. No Brasil, o total de notificações também subiu, chegando a 174 casos, liderados pelo Paraná (99).

Diante deste cenário, especialistas reforçam que a prevenção é fundamental. O manejo integrado deve incluir o rigoroso cumprimento do vazio sanitário — que em MS ocorreu de junho a setembro de 2025 —, a rotação de culturas, a semeadura dentro da janela recomendada, o uso de cultivares tolerantes, o monitoramento constante e a aplicação técnica de fungicidas quando necessário.

A primeira ocorrência da doença no estado foi registrada em 2023, na região de Laguna Carapã. Com a continuidade de condições favoráveis ao fungo, a atenção e a adoção de práticas de controle tornam-se decisivas para proteger a produtividade e a sustentabilidade da sojicultura sul-mato-grossense.

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