

Uma investigação policial em andamento desde novembro de 2025 em Campo Grande já identificou cinco vítimas de um esquema criminoso que envolve estelionato, associação criminosa e falsidade ideológica, com prejuízos que totalizam R$ 1 milhão. As autoridades não descartam que o número de envolvidos e o valor dos prejuízos possam ser muito maiores.
O caso foi detalhado pelo delegado Heleno Souza, da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Defraudações, Falsificações, Falimentares e Fazendários (Dedfaz). Segundo ele, a investigação começou após a primeira vítima procurar a polícia no final de 2024. Inicialmente encaminhado à unidade de combate ao crime organizado, o caso retornou à Dedfaz para a instauração de um inquérito, mantido em sigilo.
De acordo com o delegado, o esquema estaria centrado em golpes aplicados na compra e venda de veículos de médio e alto padrão por meio de garagistas. “Temos veículos, como SUVs, rodando pelo país. Um foi localizado no Rio de Janeiro, mas outros ainda estão com paradeiro desconhecido”, explicou Heleno Souza. Ele ressaltou que as investigações são complexas e demoradas, pois dependem de respostas de instituições financeiras e cartórios.
Uma das supostas vítimas, uma profissional de 55 anos do ramo da beleza, relatou graves consequências financeiras. “Não estou conseguindo nem cartão de crédito, o banco cortou o meu limite. Meu marido também foi vítima”, afirmou. Ela acredita que outras pessoas afetadas ainda devem surgir.
O delegado informou que testemunhas serão intimadas para novos depoimentos, inclusive para apurar relatos de ameaças. As penas máximas somadas para os crimes investigados podem chegar a 13 anos de reclusão, além do pagamento de multa.
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