

Um advogado de Mato Grosso do Sul, Ênio Martins Murad, protocolou manifestação junto ao Ministério Público Federal (MPF) pedindo a instauração de investigação sobre o jantar entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do liquidado Banco Master, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Na petição, registrada nas últimas semanas de dezembro, Murad ressalta que o documento “não tem natureza acusatória, não imputa crimes, não formula juízo de culpa e não afirma a ocorrência de ilícitos”. Seu objetivo é solicitar a abertura de um procedimento investigatório para apurar os fatos.
Como pontos a serem esclarecidos, o advogado cita o contrato de prestação de serviços advocatícios, no valor aproximado de R$ 129 milhões, celebrado entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Ele também questiona a realização do encontro social, que teria ocorrido antes da prisão de Daniel Vorcaro.
Com base nesses elementos, a manifestação requer que o MPF apure a possível configuração dos crimes de tráfico de influência (artigo 332 do Código Penal) e advocacia administrativa (artigo 321 do CP), além de averiguar uma eventual violação aos princípios da legalidade, moralidade, impessoalidade e probidade administrativa, conforme previsto no artigo 37 da Constituição Federal e na legislação aplicável.
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