

Especialistas esclarecem que o subclado K do vírus influenza H3N2, popularmente chamado de “gripe K” ou “super gripe”, representa uma evolução natural do vírus. Conforme explica o infectologista Julio Croda, a circulação de novas variantes é um fenômeno esperado.
Esta variante específica sofreu uma alteração antigênica em sua proteína. Como não circulou amplamente antes, a imunidade coletiva contra ela é baixa e a vacina atual pode não oferecer proteção elevada contra a infecção, o que facilita sua disseminação. No entanto, Croda ressalta que a vacinação mais recente mantém um papel crucial na prevenção de casos graves, hospitalizações e óbitos.
Gravidade e Sintomas
Até o momento, não há indicação de que essa variante cause uma doença mais prolongada. A duração dos sintomas segue a média de três a sete dias, comum em outras gripes. A gravidade pode variar entre indivíduos. Sinais de alerta como febre alta e persistente, falta de ar, cansaço intenso e piora clínica exigem avaliação médica imediata, especialmente em grupos de risco (crianças, idosos e pessoas com comorbidades).
Origem e Casos no Brasil
Acredita-se que a variante tenha chegado ao Brasil a partir do hemisfério norte, onde circula com intensidade. Em Mato Grosso do Sul, três casos foram confirmados (em Campo Grande, Nioaque e Ponta Porã), todos já recuperados. Os pacientes eram um bebê de cinco meses e dois idosos. Apenas um deles desenvolveu um quadro grave que exigiu internação.
Como se Proteger
As autoridades de saúde reforçam as seguintes medidas de prevenção:
Hospitais e unidades de saúde também devem fortalecer o monitoramento de casos graves, manter protocolos de prevenção e limitar visitas.
Mín. 16° Máx. 26°





