

A bancada federal de Mato Grosso do Sul ficou dividida ao meio na votação do Projeto de Lei da Dosimetria, aprovado pela Câmara dos Deputados na madrugada desta quarta-feira (10). A proposta, que altera o cálculo de penas, tem como efeito prático reduzir drasticamente a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelos atos do 8 de janeiro, de 27 para 2 anos de prisão.
Dos oito deputados que representam o estado em Brasília, quatro votaram a favor e quatro contra. Após uma sessão marcada por controvérsia, o projeto foi aprovado com 291 votos favoráveis e 148 contrários.
Como votou a bancada de MS:
Disputa política antecedeu a votação
A inclusão da pauta gerou confronto entre os líderes partidários. O líder do PT, deputado Lindbergh Farias (RJ), acusou a proposta de ser uma manobra personalista. “É inaceitável que o Parlamento queira reduzir a pena de Bolsonaro. Estamos fazendo uma lei específica para privilegiar o Bolsonaro”, criticou.
Já o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), defendeu a medida e sinalizou que seu partido não recuará do objetivo de buscar uma anistia ampla no futuro. “Hoje, esta Casa dará a primeira resposta para fazer justiça a tanta gente que aguarda”, declarou, referindo-se aos condenados pelos ataques antidemocráticos.
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