

Há três anos, em 8 de dezembro de 2022, a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Terceirização de Ouro no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS). A ação, segunda fase da “Mineração de Ouro” iniciada em 2021, resultou no afastamento de três conselheiros — Iran Coelho das Neves (então presidente), Waldir Neves e Ronaldo Chadid — além de servidores, todos acusados de integrar um esquema de corrupção. Nesta segunda-feira (8), o caso completa três anos com cenários distintos para os envolvidos: dois já retornaram ao cargo, enquanto um permanece afastado e o principal contrato sob suspeita foi revogado.
A operação revelou um esquema de licitações fraudulentas que incluía tramitação acelerada de processos, exigência de qualificações técnicas desnecessárias, contratação conjunta de serviços distintos em um mesmo certame e uso de atestados de capacidade técnica falsificados. O foco era um contrato de mais de R$ 100 milhões com a empresa Dataeasy Informática, posteriormente suspenso e revogado.
Os três conselheiros afastados ficaram sob monitoramento com tornozeleiras eletrônicas e tiveram uma queda drástica em sua renda, perdendo o direito a adicionais. Em alguns meses, a redução superou 80%. Enquanto a justiça avançava em “marcha lenta”, as trajetórias dos três se separaram:
O escândalo também provocou mudanças na cúpula do TCE, com a renúncia de Iran e a eleição de Jerson Domingos para a presidência, e o convocação de conselheiros substitutos. As investigações sobre o caso “Terceirização de Ouro” continuam em andamento, aguardando novos desdobramentos da Justiça.
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