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Três anos após operação no TCE, dois conselheiros retornam ao cargo e justiça mantém afastamento de terceiro

Três anos após operação no TCE, dois conselheiros retornam ao cargo e justiça mantém afastamento de terceiro

08/12/2025 às 13h10
Por: Redação
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(Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

Há três anos, em 8 de dezembro de 2022, a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Terceirização de Ouro no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS). A ação, segunda fase da “Mineração de Ouro” iniciada em 2021, resultou no afastamento de três conselheiros — Iran Coelho das Neves (então presidente), Waldir Neves e Ronaldo Chadid — além de servidores, todos acusados de integrar um esquema de corrupção. Nesta segunda-feira (8), o caso completa três anos com cenários distintos para os envolvidos: dois já retornaram ao cargo, enquanto um permanece afastado e o principal contrato sob suspeita foi revogado.

A operação revelou um esquema de licitações fraudulentas que incluía tramitação acelerada de processos, exigência de qualificações técnicas desnecessárias, contratação conjunta de serviços distintos em um mesmo certame e uso de atestados de capacidade técnica falsificados. O foco era um contrato de mais de R$ 100 milhões com a empresa Dataeasy Informática, posteriormente suspenso e revogado.

Os três conselheiros afastados ficaram sob monitoramento com tornozeleiras eletrônicas e tiveram uma queda drástica em sua renda, perdendo o direito a adicionais. Em alguns meses, a redução superou 80%. Enquanto a justiça avançava em “marcha lenta”, as trajetórias dos três se separaram:

  • Ronaldo Chadid segue afastado indefinidamente. Em julho de 2024, um pedido judicial para recompor sua renda de aproximadamente R$ 25,9 mil para R$ 80,5 mil foi negado em duas instâncias.
  • Waldir Neves e Iran Coelho das Neves tiveram o retorno ao cargo autorizado em maio e agosto de 2025, respectivamente, por decisões do ministro do STF Alexandre de Moraes. Com a volta, seus vencimentos foram majoritariamente restabelecidos. Entre abril e setembro deste ano, a renda de Waldir subiu 130,17% (de R$ 41,7 mil para R$ 96,2 mil), e a de Iran aumentou 137,93% (de R$ 40,4 mil para R$ 96,1 mil).

O escândalo também provocou mudanças na cúpula do TCE, com a renúncia de Iran e a eleição de Jerson Domingos para a presidência, e o convocação de conselheiros substitutos. As investigações sobre o caso “Terceirização de Ouro” continuam em andamento, aguardando novos desdobramentos da Justiça.

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