

Em uma megaoperação simultânea no Brasil, Paraguai e Holanda, a Polícia Federal (PF) cumpriu 14 mandados de busca e apreensão e efetuou três prisões preventivas contra uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de cocaína para a Europa. A ação, batizada de Operação Balcãs, mirou uma sofisticada rede que unia traficantes sul-americanos e a poderosa Máfia Montenegrina.
De acordo com as investigações, um integrante de alto escalão da Máfia Montenegrina atuava em parceria com um grupo criminoso sediado no Paraguai. Essa estrutura era responsável por todo o processo, desde a compra da cocaína nos países andinos (como Bolívia e Peru) até a distribuição nos portos europeus.
A célula paraguaia mantinha uma conexão direta e permanente com o traficante europeu, que atuava como o comprador final. A PF estima que a organização foi responsável pelo envio de aproximadamente 12 toneladas de cocaína para a Europa.
Os prejuízos financeiros aos investigados foram significativos. Foram sequestrados:
No Brasil, a operação teve como epicentro Mato Grosso do Sul, onde foram cumpridos 12 dos 14 mandados de busca e um mandado de prisão. As ações se concentraram em:
Segundo a PF, os alvos no estado atuavam como “brokers” (intermediadores) na venda de drogas e na lavagem de dinheiro do grupo. A investigação aponta que a grande especialidade da organização era a venda de cocaína para exportação, agindo de forma independente de facções locais.
A Operação Balcãs representa a terceira fase da “Operação Hinterland”, iniciada em 2023. Esta etapa focou nos compradores europeus das drogas, aprofundando as investigações decorrentes da apreensão de três toneladas de cocaína em Pelotas (RS), a maior já feita no estado.
A cooperação internacional foi crucial, contando com a colaboração da Europol, da Polícia Nacional da Holanda e da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) do Paraguai.
O Poder da Máfia Montenegrina – A Máfia Montenegrina é composta por organizações criminosas sediadas em Montenegro, um país dos Balcãs. Esses grupos são altamente especializados no contrabando de narcóticos, cigarros e armas para toda a Europa. Relatórios da Europol destacam dois clãs de alto risco, Kavac e Škaljari, que formam o núcleo do “Cartel dos Balcãs” e mantêm ramificações diretas em portos da América do Sul, incluindo o Brasil.
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