

A Receita Federal irá reforçar o controle aduaneiro em Mato Grosso do Sul para coibir a entrada de “canetas emagrecedoras” no país. A medida segue uma decisão da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que proibiu totalmente a importação, comercialização e uso de medicamentos como T.G. 5, Lipoless, Lipoless Ético, Tirzazep Royal Pharmaceuticals e T.G. Indufar.
A proibição é absoluta, valendo mesmo para viajantes que portem receita médica. Diante disso, os fiscais passarão a monitorar ativamente a entrada desses produtos, principalmente nos pontos de fronteira com maior fluxo de pessoas. A Receita também avalia a necessidade de aumentar o efetivo nesses locais para conter o ingresso dos medicamentos.
Consequências para quem descumprir a lei – Quem for flagrado transportando esses produtos, seja em bagagem de mão ou em cargas, terá os itens apreendidos e posteriormente destruídos. Além disso, o responsável poderá ser enquadrado por crimes de contrabando ou contra a saúde pública, conforme a legislação brasileira.
O debate por trás da proibição: preço, patentes e tributação
A razão para a busca por esses medicamentos no Paraguai é, em grande parte, financeira. O país vizinho quebrou a patente do princípio ativo Tirzepatida, permitindo que diversos laboratórios produzissem versões genéricas a um custo muito menor. No Brasil, o monopólio da produção e venda do Mounjaro (medicamento de referência) pertence à farmacêutica americana Eli Lilly.
Este cenário gera opiniões divergentes:
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