

A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou três pessoas por envolvimento em fraudes durante as obras de recuperação da rodovia MS-184, um caso investigado pela operação “Lama Asfáltica”. Os condenados são os ex-servidores da Agesul Beto Mariano de Oliveira e Maxwell Thomé Gomez, e o empresário Fernando Cremonesi Ferreira, dono da Provias Engenharia Ltda.
A sentença, proferida pelo juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, da 1ª Vara de Direitos Difusos, concluiu que houve um conluio para forjar medições e liberar pagamentos por serviços que não foram totalmente executados. A obra, licitada em 2014 com valor inicial de R$ 8,3 milhões, tinha como objetivo reestruturar 50 km da estrada.
De acordo com as investigações e o laudo pericial, as fraudes seguiram um padrão:
O ex-secretário de Obras, Edson Giroto, e outros dois investigados foram absolvidos por falta de provas diretas de seu envolvimento no caso específico da MS-184. O juiz reconheceu, porém, que Giroto era “peça chave” em um esquema maior de licitações.
O caso da MS-184 está inserido na Operação Lama Asfáltica, deflagrada em 2015, que revelou um amplo esquema de corrupção, superfaturamento e lavagem de dinheiro em obras públicas no estado. O prejuízo total estimado pela operação ultrapassa R$ 500 milhões.
A decisão que condenou os três envolvidos já transitou em julgado (não cabe mais recurso) no fim de setembro deste ano.
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