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Justiça nega liberdade a empresário preso por fraudar licitações de “nuvem falsa” em MS

Justiça nega liberdade a empresário preso por fraudar licitações de “nuvem falsa” em MS

18/11/2025 às 10h34
Por: Redação
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(Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

A Justiça de Mato Grosso do Sul negou um pedido de Habeas Corpus (HC) e manteve preso o empresário George Willian de Oliveira, um dos alvos da Operação Fake Cloud. A ação, deflagrada em 23 de outubro de 2025 pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), investiga um esquema de fraudes em licitações para contratos de armazenamento em nuvem na Prefeitura de Itaporã.

Além de George, também foram presos inicialmente o empresário Lucas Coutinho e o ex-secretário municipal de Corumbá, Nilson dos Santos Pedroso. Enquanto Nilson já foi liberado para o regime domiciliar, ambos os empresários Lucas e George permanecem na prisão.

O grupo é investigado por atuar, desde 2022, em uma organização criminosa especializada em fraudar processos de dispensa de licitação. O alvo eram contratos para o fornecimento de sistemas de backup em nuvem para a prefeitura – um serviço que, na prática, nunca era entregue, configurando a “nuvem falsa” que dá nome à operação.

O esquema funcionava da seguinte forma:

  1. Combinação Prévia: O ex-secretário Nilson, que era o chefe de Compras de Itaporã à época, repassava informações privilegiadas aos empresários.
  2. Orçamentos Falsos: Lucas Coutinho atuava como intermediário, combinando com George Willian os valores das propostas que outras empresas (fantasmas ou coniventes) apresentariam.
  3. Simulação de Concorrência: Eles criavam uma falsa disputa, com orçamentos superfaturados, para que a proposta de George fosse a “vencedora” por ter o menor preço – combinado previamente entre eles.

Provas colhidas na investigação, como conversas de WhatsApp, mostram os acertos dos valores. Em uma delas, Lucas orienta George: “Põe cinquenta e dois mil e duzentos no seu, George”. A proposta de R$ 52,2 mil de George foi a vencedora.

Ampliação do Esquema – As investigações apontam que o grupo planejava expandir o esquema criminoso para outras cidades de Mato Grosso do Sul, incluindo Corumbá, Aquidauana, Anastácio e Corguinho. O ex-secretário Nilson, que havia assumido um cargo em Corumbá, seria a peça-chave para a implantação do método fraudulento nesses novos locais.

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