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Ex-gestor de licitações, implicado em corrupção, pede para retirar tornozeleira para trabalhar

Ex-gestor de licitações, implicado em corrupção, pede para retirar tornozeleira para trabalhar

17/11/2025 às 09h33
Por: Redação
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Ex-chefe de licitações do governo estadual Marcus Vinícius Rossettini.
Ex-chefe de licitações do governo estadual Marcus Vinícius Rossettini.

Marcus Vinícius Rossettini, ex-chefe de licitações do governo estadual e depois da prefeitura de Sidrolândia, entrou com um pedido na Justiça para retirar a tornozeleira eletrônica que utiliza há um ano e meio. A defesa alega que o dispositivo impede que ele consiga um emprego formal.

Rossettini, que está em um processo seletivo em Campo Grande, é investigado em ao menos três operações de combate à corrupção em Mato Grosso do Sul e responde a uma ação por fraude em licitações.

No pedido, os advogados argumentam que a longa duração da medida cautelar (560 dias) e a “ausência de fatos novos” justificariam sua revogação. Eles também solicitaram a extensão do horário de recolhimento para meia-noite, alegando que o horário de trabalho do ex-servidor termina às 22h e o deslocamento de ônibus até sua casa leva 1h10.

O pedido foi feito após Milton Matheus Paiva Matos, um delator do mesmo esquema, conseguir se livrar de todas as restrições impostas pela Justiça.

Elo entre Esquemas de Corrupção

Marcus Vinícius Rossettini é apontado pela investigação como um elo central entre diversos esquemas de corrupção. Sua trajetória inclui:

  • No Governo do Estado: Atuou como chefe de licitações na mesma época em que foram investigadas fraudes na Secretaria de Estado de Educação (SED), nas operações “Vox Veritatis” e “Turn Off”.
  • Condenação: Foi condenado em uma ação por desvios de R$ 6,3 milhões no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS).
  • Em Sidrolândia: Foi escalado pelo ex-vereador Claudinho Serra para atuar na prefeitura, onde é réu, junto com outras 22 pessoas, na Operação Tromper, que investiga desvios milionários. O Ministério Público aponta Claudinho Serra como o chefe do esquema.

O Caso Claudinho Serra – Claudinho Serra, ex-secretário de Fazenda de Sidrolândia e genro da então prefeita, é acusado de comandar um esquema de corrupção que envolvia supostas fraudes em setores como o Cemitério Municipal e a Fundação Indígena. Investigações e uma delação premiada indicam que empresários faziam repasses que variavam de 10% a 30% do valor dos contratos firmados com a prefeitura.

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