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STJ mantém afastamento do conselheiro Chadid acusado de corrupção e lavagem de dinheiro

STJ mantém afastamento do conselheiro Chadid acusado de corrupção e lavagem de dinheiro

14/11/2025 às 10h16
Por: Redação
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Conselheiro afastado Ronaldo Chadid.
Conselheiro afastado Ronaldo Chadid.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou um recurso da defesa e manteve o afastamento de Ronaldo Chadid do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS). A decisão, tomada pela maioria dos ministros, confirma uma medida já prorrogada em agosto pelo ministro Francisco Falcão, que vê indícios de que as acusações de lavagem de dinheiro estão ligadas a atos de corrupção.

Chadid está afastado do cargo desde 2022, após uma operação da Polícia Federal que investigou a contratação fraudulenta de uma empresa por meio de licitações viciadas. A investigação apurou que os envolvidos usavam de artifícios para frustrar a competitividade dos certames, como a apresentação de atestados falsos e a criação de mecanismos para ocultar a origem do dinheiro.

Durante as buscas, foram apreendidos cerca de R$ 1,6 milhão em espécie: R$ 889 mil na casa do conselheiro e R$ 729 mil no apartamento de uma assessora, que afirmou que a maior parte pertencia a Chadid. A PF também identificou que, em pouco mais de dois meses, ele fez pagamentos em dinheiro vivo superiores a R$ 360 mil, incluindo a compra de um carro e parte de um imóvel.

As investigações ainda revelaram mensagens que mostram Chadid se reunindo regularmente com servidores envolvidos na contratação da empresa investigada e pressionando secretários de estado para resolver “questões de interesse” de um advogado, referido como “sobrinho”.

Pedido de Aumento Salarial Negado

A alegação de dificuldades financeiras por parte de Chadid já havia sido rejeitada pelo Tribunal de Justiça de MS no ano passado. Ele peticionou para voltar a receber seu salário integral de aproximadamente R$ 88 mil, argumentando não conseguir sustentar a família com os cerca de R$ 30 mil que recebia na época.

No entanto, o tribunal destacou que, mesmo afastado, Chadid continuava a receber vencimentos que ultrapassavam R$ 50 mil, sendo negado o pedido por unanimidade. Atualmente, ele recebe cerca de R$ 35 mil, valor que, embora menor que a remuneração anterior ao afastamento, ainda é superior ao que recebe a grande maioria da população.

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