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Operação Blindagem desmantela facção do PCC com rota interestadual de drogas

Operação Blindagem desmantela facção do PCC com rota interestadual de drogas

07/11/2025 às 13h49
Por: Redação
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Foram apreendidos armas de fogo e dinheiro.
Foram apreendidos armas de fogo e dinheiro.

Operação Blindagem, deflagrada na manhã desta sexta-feira (7), cumpriu 35 mandados de prisão preventiva e 41 de busca e apreensão, visando desarticular uma organização criminosa ligada ao PCC (Primeiro Comando da Capital). O alvo principal era Tiago Paixão Almeida, apontado como líder do tráfico no Jardim Tijuca.

Entre os presos, estão uma advogada e um militar do Exército, totalizando dez pessoas levadas à delegacia. Tiago Paixão foi detido em um edifício no Jardim dos Estados, onde os policiais apreenderam documentos, armas, munições e dinheiro.

A operação teve alcance interestadual, com mandados cumpridos em diversas cidades de Mato Grosso do Sul – como Campo Grande, Aquidauana, Sidrolândia e Corumbá – e também nos estados de Santa Catarina e São Paulo.

A organização, que era comandada de dentro de presídios, atuava em múltiplas frentes do crime. Suas atividades iam além do tráfico interestadual de drogas, incluindo corrupção, comércio ilegal de armas, agiotagem (usura) e lavagem de dinheiro.

As investigações, que se estenderam por 25 meses, revelaram uma operação logística complexa. A facção distribuía entorpecentes para vários estados brasileiros utilizando métodos elaborados para despistar a fiscalização, como:

  • Caminhões com fundo falso: A droga era escondida em compartimentos ocultos, enquanto a carga principal era composta por produtos alimentícios legais, acompanhados de nota fiscal.
  • Envio pelos Correios: A organização utilizava o serviço Sedex para fazer remessas de drogas.
  • Veículos de passeio e vans: Drogas também eram transportadas em carros comuns e até por meio de passageiros em vans.

Conexão com o PCC e Práticas Violentas

A investigação confirmou a ligação direta do grupo com o PCC, que fornecia suporte de sua alta cúpula para expandir o tráfico e aplicar punições. O grupo era conhecido por práticas violentas para cobrar dívidas, incluindo extorsão com armas de fogo, sequestro e restrição da liberdade de suas vítimas.

Histórico do Líder – Tiago Paixão já tinha um histórico criminal conhecido. Em 2023, ele havia sido denunciado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) por participação em um homicídio e em duas tentativas de assassinato, ocorridas em 2021. No entanto, ele foi absolvido dessas acusações durante o Tribunal do Júri.

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