

Uma eleição suplementar para prefeitura de Paranhos, município de 14 mil habitantes localizado a 446 km de Campo Grande, foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão reverte todo o processo eleitoral realizado em abril de 2025, que havia custado mais de R$ 90 mil aos cofres públicos e aos candidatos.
A confusão eleitoral começou com a cassação de Heliomar Klabunde (MDB), eleito prefeito em outubro de 2024 com 50,98% dos votos. A Justiça Eleitoral considerou-o inelegível devido a irregularidades em contas de uma gestão anterior, o que levou à marcação de uma nova eleição.
Nesse pleito suplementar, disputado em abril de 2025, os candidatos foram Hélio Acosta (PSDB) e Jorge Ricardo Laurício, o Dr. Jorge (PT). Acosta, que era presidente da Câmara e atuava como prefeito interino, venceu com 69,41% dos votos.

Declaração de gastos na campanha do candidato Acosta. (Reprodução: TSE)
Gastos na Campanha de 2025 – Os gastos declarados pelos dois candidatos na eleição suplementar somaram mais de R$ 90 mil:

Declaração de gastos na campanha do candidato petista. (Reprodução: TSE)
A Reviravolta do STF
A situação mudou radicalmente na última semana, quando a Segunda Turma do STF aceitou um recurso de Klabunde. Por maioria de votos, os ministros decidiram anular a inelegibilidade do candidato, validando assim o resultado das eleições de outubro de 2024.
Com a decisão, Heliomar Klabunde, que foi o candidato originalmente eleito, deve reassumir a prefeitura de Paranhos, encerrando o curto mandato de Hélio Acosta.
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