

A prefeita de Aral Moreira (a 405 km de Campo Grande), Elaine Soligo (MDB), defendeu que o Governo Federal adote uma postura mais severa no combate ao crime organizado, seguindo o exemplo do Paraguai. O país vizinho classificou recentemente as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como grupos terroristas.
A medida paraguaia foi tomada após a megaoperação no Rio de Janeiro, que resultou em mais de 120 mortos e gerou alerta sobre a possível fuga de líderes criminosos pela fronteira.
Para a prefeita, um enfrentamento mais rigoroso por parte do Brasil seria fundamental para somar forças na repressão a essas organizações. “Penso que quanto mais severo for o enfrentamento a qualquer tipo de organização criminosa, viveremos com mais segurança nas áreas de fronteira”, afirmou Elaine.
Ela acredita que a postura do Paraguai visa proteger as fronteiras do país para coibir a entrada de um maior número de integrantes dessas facções. A Argentina, que também faz fronteira com o Brasil, tomou decisão semelhante.
A visão da prefeita é compartilhada por outros gestores de cidades fronteiriças de Mato Grosso do Sul, como Ponta Porã e Bela Vista, que veem com otimismo a decisão paraguaia. O tema ganha relevância no cenário nacional, com a previsão de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Congresso Nacional.
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