

Dois dos três senadores por Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina (PP) e Nelsinho Trad (PSD, manifestaram apoio à instalação da CPI do Crime Organizado no Senado, marcada para a próxima terça-feira (4). A decisão de criar a comissão foi confirmada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), após a megaoperação no Rio de Janeiro no final de outubro, que resultou em mais de 120 mortes e reacendeu o debate sobre segurança pública no país.
Os senadores enfatizaram que o crime organizado é um problema que vai além das fronteiras estaduais e exige uma resposta nacional. Tereza Cristina afirmou que a CPI é um passo crucial para enfrentar esses grupos. “É hora de enfrentar esses grupos criminosos com a união de todas as instituições”, declarou Alcolumbre, ecoando o sentimento de urgência.
Ambos os parlamentares destacaram os riscos específicos para o estado, especialmente nas regiões de fronteira. Nelsinho Trad foi direto ao fazer a conexão: “A tragédia no RJ expõe a brutalidade do crime organizado. Em MS, enfrentamos o mesmo avanço de facções e vulnerabilidade nas fronteiras”.
Para os senadores, a CPI é uma ferramenta essencial para investigar a fundo o problema e propor soluções. “Temos trabalhado no endurecimento das penas e vamos instalar agora a CPI do Crime Organizado para investigar tudo e tentar devolver um pouco de sossego aos brasileiros”, completou Tereza Cristina.
Nelsinho Trad reforçou que o momento é de ação e defendeu um compromisso que vá “do centro às fronteiras”. Ele finalizou: “Segurança exige coragem, integração, valorização das polícias e compromisso real do Estado… cada brasileiro merece viver sem medo”.
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