

A 1ª Vara de Direitos Difusos de Campo Grande condenou o ex-secretário de Estado de Obras Públicas, Edson Giroto, por enriquecimento ilícito no valor de R$ 10,7 milhões. O caso, investigado pela Polícia Federal na Operação Lama Asfáltica, revelou a aquisição de um patrimônio vasto e incompatível com a renda declarada pelo político.
De acordo com a ação movida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), entre 2007 e 2015, Giroto e sua então esposa adquiriram 28 imóveis, incluindo casas, apartamentos e propriedades rurais. Além disso, as contas do casal registraram movimentações financeiras suspeitas que totalizaram R$ 9,3 milhões.
A defesa de Giroto sustentou que todos os bens foram adquiridos legalmente, fruto do seu trabalho como secretário e da atividade empresarial da ex-esposa. O advogado Valeriano Fontoura afirmou que irá recorrer da decisão.
No entanto, o juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, em sua sentença, considerou que as provas apresentadas pela defesa não comprovaram a origem lícita do patrimônio. O magistrado destacou:
Com base nessas conclusões, o juiz determinou as seguintes penas a Edson Giroto:
A decisão, publicada no Diário da Justiça Eletrônico, ainda pode ser recorrida.
Outra Condenação Anterior – Esta não é a primeira condenação de Giroto. Em setembro de 2025, ele já havia sido sentenciado a ressarcir os cofres estaduais em R$ 2,7 milhões por desvios em uma obra de cascalhamento na rodovia MS-228, em Corumbá, caso em que também recebeu pena de inelegibilidade.
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