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Ex-presidente da FFMS tenta anular eleição para retomar cargo após ser acusado de desviar R$ 10 milhões

Ex-presidente da FFMS tenta anular eleição para retomar cargo após ser acusado de desviar R$ 10 milhões

22/10/2025 às 10h52
Por: Redação
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Francisco Cezário de Oliveira foi destituido do cargo de Presidente após ser alvo de operação que investigou desvios de mais de R$ 10 milhões da federação de futebol.
Francisco Cezário de Oliveira foi destituido do cargo de Presidente após ser alvo de operação que investigou desvios de mais de R$ 10 milhões da federação de futebol.

Uma nova disputa judicial marca a tentativa de Francisco Cezário de Oliveira de retornar à presidência da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS). Por meio de ação na Justiça, sua defesa pede a anulação da Assembleia Geral Extraordinária de abril de 2025, que elegeu Estevão Petrallás como presidente definitivo da entidade.

Cezário argumenta que a eleição não deveria ter ocorrido, pois já havia um processo questionando a assembleia de outubro do ano passado, que o destituiu oficialmente do cargo.

Francisco Cezário esteve à frente da FFMS por 27 anos, mas foi afastado após ser alvo de investigações. Ele foi preso duas vezes no âmbito da Operação Cartão Vermelho, acusado de integrar uma organização criminosa e crimes como peculato (desvio de verba pública), lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. As investigações apontam que os desvios da federação ultrapassam R$ 10 milhões.

Atualmente, ele responde ao processo em liberdade, usando tornozeleira eletrônica. Desde seu afastamento, move uma série de ações judiciais para tentar reassumir o comando da federação.

Em sua manifestação no processo, a FFMS contesta o pedido de Cezário. A entidade alega que a Justiça Comum não tem competência para julgar atos eleitorais e de gestão da federação, que devem ser analisados exclusivamente pela Justiça Desportiva.

Para justificar a destituição de Cezário, a federação apresentou provas do processo criminal, incluindo a acusação de que ele transferiu mais de R$ 2 milhões para parentes que integravam a cúpula da entidade. Outras irregularidades apontadas foram a omissão de informações em balanços financeiros e a falsificação de carimbos de estabelecimentos comerciais.

Próximos Passos – A decisão sobre a validade da eleição que confirmou Estevão Petrallás no cargo agora está sob a responsabilidade do juiz Tito Gabriel Cosato Barreiro, que definirá os rumos do processo.

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