

Sérgio Duarte Coutinho Júnior, um dos principais acusados em um esquema de fraudes em licitações que movimentou R$ 68 milhões dos cofres públicos em Mato Grosso do Sul, ingressou com um pedido de habeas corpus para deixar de usar a tornozeleira eletrônica. O recurso será analisado pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, sob a relatoria do desembargador Emerson Cafure.
A Procuradoria de Justiça já se manifestou contra o pedido, por meio de um parecer da procuradora Esther Sousa de Oliveira.
Sérgio e seu irmão, Lucas Andrade Coutinho, são apontados pelo Ministério Público Estadual (Gaeco) como os líderes de uma organização criminosa que atuava por meio de empresas como a Isototal e a Isomed. O esquema, que desviou recursos principalmente da área da saúde, utilizava uma rede de empresas em nome de familiares ou “laranjas” para fraudar licitações e ocultar o dinheiro desviado.
As investigações contra os irmãos começaram com a Operação Parasita (2022), que revelou um rombo milionário no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), e se intensificaram com a Operação Turn Off (2023). Eles também são citados em outras operações, como Velatus (Terenos) e Águas Turvas (Bonito).
As principais acusações incluem corrupção, fraude em licitação, emissão de notas fiscais frias e lavagem de dinheiro.
Histórico de Prisões – A trajetória judicial dos irmãos inclui duas prisões:
Eles conseguiram a liberdade novamente por meio de uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em meados de 2024, com a imposição do uso da tornozeleira eletrônica — medida que Sérgio agora tuda reverter.
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