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Prefeitura é investigada no STF por sumiço de R$ 162 mil da venda de carros do “orçamento secreto”

Prefeitura é investigada no STF por sumiço de R$ 162 mil da venda de carros do “orçamento secreto”

14/10/2025 às 10h43
Por: Redação
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Prefeito e ex-Prefeito são investigados.
Prefeito e ex-Prefeito são investigados.

O município de Vicentina, em Mato Grosso do Sul, está entre os 20 investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no caso do chamado “orçamento secreto”. O foco da investigação é o destino de R$ 162 mil obtidos com a venda de cinco veículos comprados com recursos de “emendas Pix” em 2022, valores que simplesmente desapareceram dos cofres públicos.

Em 2022, a prefeitura adquiriu cinco Renault Kwid, a um custo de R$ 63,9 mil cada, com a justificativa de transportar pacientes. Dois anos depois, em junho de 2024, os carros foram leiloados por valores entre R$ 30 mil e R$ 35 mil cada. Uma inspeção da Controladoria-Geral da União (CGU), determinada pelo ministro Flávio Dino, constatou que o dinheiro da venda não foi devolvido ao setor de Saúde, seu destino final é desconhecido e o município agora sofre com a falta de veículos para o transporte de doentes.

A atual e a anterior gestão se acusam mutuamente pela irregularidade, o prefeito atual, Cleber Dias da Silva (MDB), alega que a “antiga gestão sumiu com todas as informações” e que não encontrou nenhum registro contábil do leilão. Ele afirma estar colaborando com as investigações do MPMS e da CGU.

Já o ex-prefeito Marcos Bennetti, Marquinhos do Dedé (PSDB), defende-se dizendo que todas as prestações de contas foram enviadas aos órgãos competentes. Ele justifica o leilão alegando que os carros eram pequenos, já estavam muito rodados e dois deles batidos. Dedé afirma que o valor de R$ 162 mil foi usado para pagar a Previdência e obras em uma avenida, acusando o atual prefeito de perseguição política.

“Orçamento Secreto” – As “emendas Pix” ou “orçamento secreto” eram um mecanismo criado em 2019 que permitia a parlamentares destinar recursos do Orçamento da União diretamente para prefeituras, sem transparência sobre quem indicava o repasse. Essa falta de controle facilitava o uso irregular dos recursos e é o pano de fundo das investigações do STF.

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