

O prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PL), reagiu a uma reportagem que o acusava de não cumprir uma decisão judicial que ordenava a redução de seu subsídio de R$ 35 mil para R$ 19.904. Em suas redes sociais, Ferro negou ter desrespeitado o Poder Judiciário e afirmou que “respeita a justiça sul-mato-grossense”.
A decisão, que foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, determinava o corte salarial. No entanto, o prefeito justificou ter fixado seu próprio salário em R$ 25 mil com base em um decreto de contenção de despesas por ele assinado, que daria “respaldo legal” para a medida.
Ferro também se disse indignado com a acusação de “deboche” com a Justiça, classificando-a como “falta de respeito com o chefe do Poder Executivo”. Ele ressaltou seu direito de recorrer da decisão que suspendeu o reajuste de 75,84% em seu vencimento.
Além disso, o prefeito fez uma acusação sem apresentar provas, alegando que jornalistas teriam invadido sistemas judiciais para acessar um processo supostamente sigiloso e atacá-lo. Contudo, a ação em questão, que questiona o aumento salarial, é pública e seu acesso é permitido a qualquer advogado.
Diante do não cumprimento da ordem, o juiz Rodrigo Barbosa Sanches, da 1ª Vara de Ivinhema, determinou que o prefeito comprove a redução dos salários dele, da vice-prefeita e do primeiro escalão. O magistrado também estipulou uma multa de R$ 5 mil para cada dia de descumprimento da decisão.
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