

A Operação Águas Turvas, deflagrada pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), resultou na prisão do secretário de Administração e Finanças de Bonito, Edilberto Cruz Gonçalves, e da diretora de Licitações, Luciane Cintia Pazette. Também foram presos o empresário Carlos Henrique Sanches Corrêa e Luis Fernando Xavier Duarte, funcionário de uma imobiliária, detido em flagrante por posse de arma de fogo, mas liberado após pagar fiança de R$ 2 mil. Um quarto investigado, alvo de mandado de prisão, está foragido.
Os três primeiros detidos estão sendo interrogados na Delegacia de Polícia Civil de Bonito. A operação incluiu 15 mandados de busca e apreensão em Bonito, Campo Grande, Terenos e Curitiba (PR), com ações na Prefeitura de Bonito. A investigação revelou um esquema de fraudes em licitações de obras e serviços de engenharia desde 2021, com simulação de concorrência e exigências para favorecer empresas específicas. Servidores públicos forneciam informações privilegiadas a empresários, recebendo vantagens indevidas em troca.
Os investigados são suspeitos de crimes como organização criminosa, fraude em licitações, corrupção ativa e passiva, e lavagem de dinheiro. O nome “Águas Turvas” reflete a perda de transparência, contrastando com a imagem de Bonito, conhecido por suas águas cristalinas, manchadas pelas ações ilícitas.
A Prefeitura de Bonito, sob comando do prefeito Josmail Rodrigues (PL), não se pronunciou. Tentativas de contato por telefone, e-mail e mensagens à assessoria de imprensa não obtiveram resposta, e não há publicações oficiais. O espaço segue aberto para manifestação.
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