

A Justiça Federal negou o pedido do prefeito de Ivinhema (MS), Juliano Ferro Barros Donato (PSDB), para liberar uma caminhonete Chevrolet Silverada avaliada em R$ 500 mil. O veículo foi apreendido no segundo semestre de 2024 por estar vinculado a um grupo investigado por tráfico internacional de drogas.
O magistrado federal Bruno Barbosa Stamm julgou improcedente o recurso do prefeito, que alegava ser o legítimo proprietário do carro. A decisão mantém o veículo sob custódia judicial.
Enquanto o prefeito sustenta que comprou o veículo de forma legal, as investigações da Polícia Federal apontam que o verdadeiro dono seria Luiz Carlos Honório, preso em uma operação contra o tráfico. Em depoimento, Honório afirmou que Juliano Ferro nem sequer quitou o valor, restando uma dívida de R$ 380 mil.

O Ministério Público Federal (MPF) argumentou que não há comprovação documental da venda e que a negociação é “obscura”, uma vez que o veículo permanece registrado em nome de um terceiro, Valter dos Santos Prior.
A situação do prefeito se complica com a descoberta de que, após ser ouvido pela PF, ele supostamente vendeu a caminhonete para um morador de Ivinhema. Um vídeo publicado em seu Instagram em 11 de setembro de 2024 mostra Juliano Ferro ao lado do veículo e do suposto comprador, afirmando: “tá vendendo carro”.
Essa movimentação foi interpretada pela Polícia Federal como um possível indício de ocultação de patrimônio ilícito. O caso gerou um novo processo, e o prefeito terá de prestar esclarecimentos à Justiça sobre por que mora em uma casa e utiliza um carro vinculado ao acusado por tráfico.
Fundamentação da decisão – Em sua decisão, o juiz Bruno Stamm listou os motivos para manter a apreensão:
O magistrado concluiu que o prefeito não conseguiu comprovar a aquisição legal do bem nem sua boa-fé, mantendo a constrição judicial sobre a caminhonete.
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