

Preocupado com uma possível debandada de filiados, o deputado estadual Pedro Caravina (PSDB) manifestou interesse em assumir a presidência do partido em Mato Grosso do Sul. O objetivo, segundo ele, é “não deixar morrer” a sigla no estado, que atualmente tem a maior bancada na Assembleia Legislativa.
O partido passa por um momento de incerteza. A presidência está provisoriamente com o deputado federal Geraldo Resende até 21 de outubro, quando o diretório nacional definirá os novos presidentes estaduais.
A maior ameaça ao PSDB-MS é uma debandada prevista para março de 2025. Dos seis deputados estaduais da legenda, estima-se que apenas Caravina e Lia Nogueira permaneçam. O cenário foi agravado pela saída do governador Eduardo Riedel para o PP, um dia após a visita do presidente nacional do PSDB a Campo Grande.
Interesse condicional e análise eleitoral
Em entrevista ao Jornal Midiamax, Caravina afirmou que aceitaria a presidência, mas fez uma ressalva: “Se for algo que dê para gente tocar, eu tenho interesse. Agora, se a gente sentir que o partido também não tem interesse… vou ficar fazendo o quê?”.
O deputado argumenta que o PSDB ainda tem valor eleitoral, citando pré-candidatos fortes e uma base de cerca de 100 mil votos que seriam “jogados fora” em 2026 se o partido fosse abandonado. No entanto, ele admite que, se o partido não for “reanimado”, uma alternativa seria filiar-se ao PP, partido do governador Riedel, com quem mantém uma ligação.
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