

Em um discurso contundente durante um fórum em Sochi, o presidente russo, Vladimir Putin, enviou um recado direto a Donald Trump e à Otan, misturando ameaças sérias com ironia. Ele alertou que o envio de mísseis de longo alcance dos EUA para a Ucrânia levaria a uma “escalada perigosa” e respondeu a provocações recentes do presidente americano.
Putin reagiu à declaração de Trump, que na semana passada chamou a Rússia de “tigre de papel”. De forma sarcástica, o líder russo respondeu: “Um tigre de papel. E então? Que lidem com esse tigre de papel”. Ele então questionou: “Se estamos lutando contra toda a Otan, estamos avançando, e nos chamam de tigre de papel, então o que é a Otan?”
Além disso, Putin ironizou as acusações de violação do espaço aéreo europeu por drones russos, declarando com deboche: “Não vou mais mandar drones para a Dinamarca, prometo”.

Alerta Sobre Mísseis Americanos
Em um tom mais grave, o presidente russo fez um alerta específico sobre a possibilidade de os Estados Unidos enviarem mísseis Tomahawk para a Ucrânia. Esses mísseis, com alcance de 2.500 km, representariam uma ameaça direta a quase todo o território russo.
Putin foi enfático ao afirmar que “é impossível usar Tomahawks sem participação direta de militares americanos. Isso significaria um estágio completamente novo, inclusive nas relações entre Rússia e Estados Unidos”. O aviso ocorre em meio a relatos da imprensa internacional de que os EUA estariam considerando essa medida.
Desacreditar a Otan
Putin também dedicou parte de seu discurso para desacreditar os líderes da Otan, acusando-os de promover uma “histeria” sobre uma guerra iminente contra a Rússia. Segundo ele, ou são “incompetentes” por acreditarem nisso ou são “desonestos”.
Para encerrar, dirigiu-se à Europa com um tom de desdém: “Quero apenas dizer: acalmem-se, durmam tranquilos e cuidem dos seus próprios problemas. Basta ver o que acontece nas ruas das cidades europeias”. Paralelamente, ele afirmou que a Rússia tem contingente suficiente para continuar o conflito, ao contrário da Ucrânia, e defendeu que Kiev aceite negociar o fim da guerra.
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