

Em uma manobra que promete chocar o país, a Comissão Mista de Orçamento aprovou nesta terça-feira um aumento estratosférico no fundo eleitoral para 2026. Os parlamentares decidiram ampliar a reserva de R$ 1 bilhão para assustadores R$ 4,9 bilhões, em uma jogada que redireciona verba pública diretamente para as campanhas eleitorais.
O relator, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), justificou a medida como uma “correção” ao Executivo, mas a fonte do dinheiro é que causa indignação: os recursos serão SUGADOS de verbas originalmente destinadas a serviços públicos! O valor adicional virá de:
‘Superfundos’
Para garantir que o dinheiro das campanhas esteja blindado, os parlamentares fizeram mais: incluíram o Fundo Eleitoral e o Fundo Partidário na lista de despesas obrigatórias. Isso significa que esse valor bilionário ficará PROTEGIDO de cortes, enquanto outras áreas essenciais do Orçamento podem sofrer contingenciamentos.
As discussões ocorreram nos bastidores, paralelamente à tramitação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A votação do texto principal foi adiada para a próxima terça-feira após brigas internas entre os partidos, que, aparentemente, não discordam do destino do dinheiro, mas sim de como dividi-lo.
A proposta, que ainda precisa passar pelo plenário e ser sancionada pelo presidente Lula, mostra como o Congresso prioriza o financiamento de suas próprias campanhas em um momento de restrições fiscais e necessidades urgentes na população.
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