

O ministro Messod Azulay Neto, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), concedeu habeas corpus e determinou a soltura do empresário Cleiton Nonato Correia, dono da GC Obras. Preso desde junho na Operação Tromper, ele é acusado de pagar R$ 510 mil em propina ao ex-vereador Claudinho Serra (PSDB).
A decisão também beneficiou outros réus da mesma operação, incluindo o próprio ex-vereador e o empresário Ueverton da Silva Macedo, o “Frescura”, que havia sido condenado a mais de 40 anos.
A prisão preventiva de Cleiton Nonato foi decretada pela Justiça de Mato Grosso do Sul sob a alegação de que ele continuava praticando crimes mesmo após ser preso uma primeira vez em abril de 2023. O Tribunal de Justiça local manteve a prisão, citando três motivos principais:
O Ministério Público Estadual apontou que as investigações mostravam que Cleiton e outro empreiteiro atuavam como um “2º núcleo” da organização criminosa, simulando disputas em licitações e combinando quem venceria.
Fundamentos do STJ para a Soltura
Ao analisar o caso, o ministro Messod Azulay Neto não questionou a gravidade das acusações, mas entendeu que os motivos para manter a prisão preventiva eram insuficientes. O ministro argumentou que:
Com base nesses argumentos, o ministro revogou a prisão preventiva e determinou a soltura imediata de Cleiton Nonato, restabelecendo as medidas cautelares anteriormente impostas. A decisão, no entanto, deixa claro que uma nova prisão poderá ser decretada caso surjam, no futuro, elementos concretos que a justifiquem.
Mín. 17° Máx. 20°





