

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) surge como a principal alternativa dos bolsonaristas para comandar o Senado em 2027. Ela é considerada o “plano B” caso o principal articulador político de Jair Bolsonaro, o senador Rogério Marinho (PL-RN), vença a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte.
A estratégia de Bolsonaro é formar uma grande bancada de senadores aliados nas eleições de 2026 para obter a maioria da Casa. O objetivo central dessa manobra é viabilizar o impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes e avançar em sua agenda política. Caso Marinho não esteja disponível, Tereza Cristina, com seu perfil mais moderado, se tornaria a favorita para liderar o Senado nesse projeto.
Apesar de já ter demonstrado ressalvas em relação a um eventual processo de cassação de um ministro do Supremo, a ex-ministra da Agricultura é uma defensora de pautas caras ao bolsonarismo, como a anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro.
A candidatura de Tereza Cristina tem um significado histórico: ela pode ser a segunda mulher a concorrer à presidência do Senado, após Simone Tebet (MDB), em uma Casa que sempre foi comandada exclusivamente por homens.
Além do Senado, a senadora também nutre a ambição de ser vice-presidente da República na chapa de 2026. No entanto, ela enfrenta uma concorrência acirrada por essa vaga, que inclui a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e o presidente do PP, Ciro Nogueira.
Atualmente, o favorito na corrida pela sucessão do comando do Senado em 2027 é o atual presidente, Davi Alcolumbre (União Brasil), que integra a mesma federação partidária que Tereza Cristina.
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